A resposta curta: uma empregada doméstica particular compensa quando a relação é de longo prazo, com muitas horas por semana e confiança pessoal já construída. Uma empresa ou plataforma compensa quando quer zero burocracia legal, seguro incluído, substituição garantida e fatura dedutível — que é a maioria dos casos em 2026.
Custos reais comparados (não só o €/hora)
| Custo | Empregada particular | Empresa/plataforma |
|---|---|---|
| Preço por hora | 8€–15€/h (média 12€/h — Zaask) | 13€–20€/h |
| Segurança Social empregador | +28,3% sobre salário (regime doméstico) | Incluída |
| Seguro de acidentes trabalho | Obrigatório, ~3–5€/mês | Incluído |
| Férias + subs. férias/Natal | Obrigatórios em contrato formal | Incluídos |
| Substituição em falta | Não existe — fica sem serviço | Garantida pela plataforma |
| IVA | Não (serviço não faturado) | Sim (23%) — mas fatura dedutível |
| Custo real efetivo/h | ~11€–18€/h (+40% vs salário) | ~13€–20€/h |
Referências por tipologia (Zaask, 2026): T0/T1 limpeza completa ~37–45€, T2 ~49–60€, T3 ~61–70€, T4 ~73–85€. A tempo inteiro, salários entre o mínimo legal de 920€ e ~1.300€/mês. Em Lisboa e Cascais, a mediana pedida é 10€/h com topo em 12€/h (dados Domestyca, 814 perfis ativos).
Obrigações legais que quase ninguém cumpre
Contratar uma empregada doméstica a dias não é só "pagar à hora". Em Portugal, quando a relação é regular (mais do que ocasional), a lei exige:
- Contrato de trabalho escrito — obrigatório para trabalho doméstico regular.
- Registo na Segurança Social — o empregador regista o trabalhador e paga 28,3% de contribuições (regime de serviço doméstico).
- Seguro de acidentes de trabalho — obrigatório; se a empregada cair na sua casa sem seguro, a responsabilidade é toda sua.
- Férias, subsídio de férias e de Natal — obrigatórios em vínculo laboral.
A maioria dos agregados portugueses ignora estas obrigações. O risco não é só legal: um acidente doméstico sem seguro pode custar milhares de euros em responsabilidade civil.
Quando a empregada particular ganha
- Muitas horas por semana — acima de ~12h/semana, a relação direta torna-se mais económica mesmo com as obrigações legais.
- Confiança pessoal de anos — se já tem alguém de confiança total, o modelo direto é legítimo.
- Tarefas para lá da limpeza — cozinhar, passar a ferro, cuidar de idosos — empresas de limpeza não fazem.
Quando a empresa/plataforma ganha
- Menos de ~12h/semana — o custo real equipara e a gestão é zero.
- Sem vontade de ser "empregador" — SS, contrato, férias, seguro: a plataforma assume tudo.
- Necessidade de prova e garantia — relatório fotográfico, repetição em caso de falha, fatura.
- Alojamento Local ou uso comercial — aí a empresa é a única opção profissional viável.
A terceira via que apareceu em 2026
Plataformas como a EasyMaid criaram um modelo intermédio: o mesmo profissional recorrente (como a empregada de sempre) mas com o envelope legal e de garantia da empresa — verificado, segurado, substituível em falta, com prova fotográfica por serviço. Para a maioria dos agregados que quer simplicidade sem risco, é hoje a opção com melhor equilíbrio custo/tranquilidade.
Veja também: tabela completa de preços de limpeza em Portugal, como funciona a marcação com preço fechado na EasyMaid e o diretório de empresas de limpeza por cidade, se preferir comparar prestadores diretamente.